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Missão internacional oportuniza prospecção de negócios para cooperativas agropecuárias

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Com o objetivo de participar de eventos mundiais do setor agropecuário e cumprir agenda de reuniões e visitas para prospecção de negócios, cooperativas agropecuárias da Bahia estiveram na França e Alemanha, de 25 de fevereiro a 04 de março.

A comitiva foi formada por dirigentes das cooperativas Coopmac (Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense Ltda), de Vitória da Conquista; Cooproeste (Cooperativa Agropecuária do Oeste da Bahia) e Cooperfarms (Cooperativa dos Produtores Rurais da Bahia), ambas de Luís Eduardo Magalhães, e a CAJ (Cooperativa Agrícola de Juazeiro); e pelo superintendente do Sistema OCEB.

Os primeiros dias foram dedicados à presença na 77ª edição da Paris International Agrobusiness Show (SIMA) e no Salão Internacional de Agricultura, onde foi possível visitar as cooperativas Frutiere Arbois, Terrena e France Agroalimentaire, para conhecer o que há de mais avançado em tecnologia a partir do contato com importantes autoridades científicas, empresariais e governamentais, bem como diretamente com os produtores, fornecedores e consumidores de vários países.

A delegação realizou uma visita à Embaixada do Brasil na França e a Câmara de Comércio Brasil/França, onde foi recebida pelo Presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comércio, o Embaixador Philippe Lecourtier. Para o presidente do Conselho Fiscal da CAJ, Vinicius Tumelero, ficou claro como as cooperativas francesas buscam preencher toda a cadeia produtiva do campo à indústria, sem focar exclusivamente na produção primária. “Achei interessante a organização das cooperativas e como elas vendem sua própria imagem, de forma que o público reconheça que os produtos são produzidos por cooperativas”, ressaltou Tumelero.

Já as visitas e reuniões realizadas na Alemanha proporcionaram troca de conhecimentos e experiências sobre o mercado europeu de exportação e importação de produtos, como frutas, café, soja e outros bens. O grupo visitou a Cooperativa Central Agravis, estabeleceu contato com a Macalea Comércio de Frutas, a Federação Alemã de Café e também com as Importadoras Ruben Atté GmbH e List & Beisler. Durante as visitas, os cooperados aprenderam sobre as certificações necessárias para que possam exportar seus produtos e qual o padrão de qualidade exigido pelos  países europeus.

O presidente da Coopmac, Jaymilton Gusmão, destacou que foi de extrema importância essa vivência para compreender como funciona a política externa de exportação européia e, a partir disso, analisar como as cooperativas agropecuárias da Bahia devem se preparar para exportar. Ele aponta, otimista: “precisamos voltar para dentro das nossas cooperativas e sensibilizar o nosso cooperado sobre a importância desse aperfeiçoamento e sobre as políticas de consumo dos produtos que a gente produz. Só assim passaremos a exportar”.

O balanço da viagem também foi apontado como totalmente positivo para o presidente da Cooperfarms, Luiz Pradella:  “Tivemos a oportunidade de medir como nós [cooperativas] estamos para enfrentar o mercado europeu”. Essa avaliação também foi compartilhada pelo diretor executivo da mesma cooperativa, Carlos Meurer, também ressaltou o pioneirismo da Bahia nesta ação: “Eu acredito que o objetivo foi totalmente cumprido. Aprendemos como é que funciona o mercado, tivemos vários contatos institucionais, proporcionados pela OCB e OCEB. Em várias cooperativas e empresas que estivemos, nos disseram que fomos os primeiros a visitá-los”, relatou.

Para o superintendente do Sistema OCEB, José Alberto, a missão promovida pela OCEB e pelo Sescoop/BA, foi um pontapé inicial para as cooperativas conhecerem o mercado europeu e, com isso, se prepararem para exportação dos seus produtos. “Reuniões e visitas realizadas oportunizaram as cooperativas se apresentarem e se tornarem conhecidas no mercado daqueles países, além de gerar a aproximação das cooperativas com importadores, abrindo conversações para concretização de negócios”, relata.

A missão internacional também despertou a necessidade de maior integração e comunicação entre as cooperativas do ramo agropecuário, como ressaltou o Antônio José Assunção, gerente geral da Cooproeste: “Temos que ser mais participativos no Sistema OCEB e na próxima missão precisamos focar mais em nossos interesses e tentar contatos mais próximos, pois temos muito o que aprender com os europeus”. Já o diretor secretário da mesma cooperativa, Sr. Ricardo Hidecazu, avaliou que foi uma “viagem muito proveitosa e acho que atingimos o objetivo”.

Por conta da prospecção de negócios as expectativas de todos os participantes da delegação são positivas, já o sentimento geral da delegação é de que há uma necessidade de se estruturar melhor para adequar os produtos das cooperativas baianas com as devidas certificações exigidas pelo mercado europeu.